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Uma aula é como comida. O professor é o cozinheiro. O aluno é quem vai comer. Se a criança se recusa a comer pode haver duas explicações. Primeira: a criança está doente. A doença lhe tira a fome. Quando se obriga a criança a comer quando ela está sem fome, há sempre o perigo de que ela vomite o que comeu e acabe por odiar o acto de comer. É assim que muitas crianças acabam por odiar as escolas. O vómito está para o acto de comer como o esquecimento está para o acto de aprender. Esquecimento é uma recusa inteligente de inteligência. Segunda: a comida não é a comida que a criança deseja comer (...). O corpo é um sábio. Etimologicamente, a palavra "sábio" quer dizer "eu degusto". O corpo não é um porco que come tudo o que jogam para ele, como se tudo fosse igual. Ele opera com um delicado senso de discriminação.

Rubem Alves
Os conflitos não são necessariamente maus. Costumam, sim, ser dolorosos, mas alguns são necessários e benéficos a longo prazo. Há conflitos de cresciemento, de rebeldia, de superação, de transformação.

Miguel Santos Guerra
(...) a preocupação pela educação sentimental é, habitualmente, posta de lado. Não deixa de ser curioso, uma vez que a vida emicional constitui a base da felicidade humana.

Miguel Santos Guerra